A Coocafé está localizada entre as regiões cafeeiras da Zona da Mata de Minas Gerais e as montanhas do Espírito Santo, caracterizadas por montanhas de altitude entre 450 e 1.100 m, com clima predominantemente úmido e chuvas bem distribuídas durante o ano, acumulando 1.150 mm. A temperatura média anual varia entre 18 e 25º C, o que propicia condições favoráveis à produção e à qualidade de cafés arábica e conilon.



As propriedades da região são predominantemente de agricultura familiar, ocupam pequenas áreas e têm em média de 5 a 10 ha de café cultivado. Na maioria das vezes, as propriedades ainda carecem de estrutura de seca, pois as estruturas são bastante rústicas, porém adequadas e eficientes para a produção de café de qualidade, tanto no cereja descascado quanto no natural.



A colheita é realizada a partir de abril. Nas regiões mais elevadas, ela se estende até final de agosto e setembro. Os cafés são colhidos na derriça ao pano, acondicionados em sacaria ráfia e transportados às estruturas de seca das propriedades, onde seguem ao processamento do café natural ou cereja descascado. As estruturas montadas para o processamento do café natural são formadas com lavadores, terreiros e secadores, dimensionados de acordo com a produção e tamanho das propriedades. No processamento do cereja descascado, são utilizados lavadores-separadores mecânicos, descascadores, estufas, terreiros e secadores, também dimensionados para atender a demanda de produção e tamanho das propriedades. O armazenamento na região é realizado nos armazéns da Coocafé.

O parque cafeeiro é formado por cultivares de porte baixo, predominando as cultivares Catuaí e Catucaí nas diversas linhagens de frutos vermelhos e amarelos, tendo também destaque ao acauã, katipó e nas regiões mais baixas o conilon. Os estandes estão sendo formados com densidade variando entre 4.000 e 6.000 plantas por hectare, propiciando produtividades médias superiores a 45 sacas de café por hectare.

Os tratos culturais estão evoluindo consideravelmente por meio da assistência técnica e dos Dias de Campo da Coocafé, propiciando uma cafeicultura sustentável com utilização de roçadas, conservação do solo, podas, fertilizações com base técnica em análise de solo, foliares e produção. Assim, tem incentivado a realização do planejamento anual e encerramento da safra.

O café da região tem qualidade de exportação, atendendo a crescente demanda por cafés de qualidades superiores, com a produção de cafés bebidas duras, livres de rio, rio minas e conilon. A amplitude de alturas das montanhas permite a produção de cafés e características de regiões elevadas - como médias e baixas - dando condições para realizarem blends de qualidade, tanto na produção de cafés naturais quanto cerejas descascados.

Vale ressaltar que a Coocafé teve papel decisivo quanto à produção de café de qualidade na região, uma vez que há trinta anos, quando a cooperativa estava sendo fundada, o café produzido pelos agricultores da região não tinha o perfil de qualidade, fato comprovado pelo percentual de café bebida, que era praticamente irrelevante.

É possível perceber uma constante evolução nesse quesito, pois há dez anos o café da região ainda não era bem aceito como café de qualidade, apesar da produção de café bebida ser em torno de 40%.

Hoje, o café produzido na Zona da Mata mineira já ganhou concursos nacionais de qualidade e é reconhecido como um dos melhores cafés do Brasil. E, de certa forma, a Coocafé teve uma grande influência nisso tudo. Em 2008, o perfil de qualidade foi comprovado nos armazéns da cooperativa, que receberam 75% de café bebida.

Como forma de incentivar ainda mais a produção de café de qualidade, a Coocafé criou o CONCURSO COOCAFÉ QUALIDADE REGIONAL, que teve sua segunda edição realizada em 2008, onde o número de participantes praticamente dobrou em relação à primeira edição.

José Manoel da Silva, 1º Colocado Categoria Natural Concurso Coocafé Qualidade Regional 2008, recebe prêmio. Wadelson M. Dutra, 1º Colocado Categoria Cereja Descascado Concurso Coocafé Qualidade Regional 2008, recebe prêmio


Mas não podemos deixar de registrar que o principal responsável pela qualidade do café é o produtor rural, que, sabendo das necessidades do mercado, está cada vez mais interessado em participar dos treinamentos oferecidos pela cooperativa e em seguir as instruções passadas nas consultorias técnicas.






Atualizado 06/09 às 16:35


ARÁBICA
Rio Tipo 7
Umidade 12%
R$ 213,00 *
Bebida Dura Tipo 6
Umidade 12%
R$ 300,00 *
Cereja Descascado Fino
Umidade 12%
R$ 380,00 *
* Preço bruto faturado.



Fonte: Tempo agora      
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